
Os excelentes dotes oratórios de Barack Obama, foram determinantes na sua eleição como presidente dos EUA. E Obama, conhecendo este seu dom sublime, faz dele, uma “arma estratégica” na definição e alcance de um dos pontos da sua missão politica – Criar um sistema universal de saúde, - que possibilite a todos os americanos “desamparados”, um apoio mais humano, solidário e consistente com a importância de um país, como são os EUA.
Os Republicanos, fortes adeptos de uma economia onde o Estado não se deve meter em certas áreas de negócio, pois o mercado resolve as “ineficiências naturalmente”, estão unidos em dificultar o a concretização de um eventual sucesso desta reforma de Obama, chegando ao extremo de o apelidar de “socialista”, nome que nos EUA, não é muito bem visto. Até mesmo alguns democratas se sentem incomodados com o “eco” dessa palavra tabu, - Socialismo.-
Porém, Obama não quer acabar com os seguros de saúde privados mas defende a existência de programas públicos que assegurem também alguma concorrência no sector. Mas na impossibilidade de os criar, então dever-se-ia de optar pela solução de cooperativas sem fins lucrativos, autosustentáveis, cuja qualidade e abrangência fossem asseguradas a todos aqueles que não tivessem acesso à solução do privado, pagando preços mais acessíveis.
Além dos adversários políticos, existe o “lobby” das seguradoras cujo interesse em dominar a cobertura dos cuidados de saúde, ser-lhes-ia mais favorável, caso a situação se mantivesse inalterável. Nesse caso, os EUA continuariam a gastar mais sem ter por isso melhores resultados.
Se Obama fraquejar neste “objectivo emblemático” da sua presidência, a sua carreira e carisma políticos, construídos heroicamente e contra todas adversidades, esvaziar-se-ão rapidamente como se fossem balões perdendo “gás”…
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