segunda-feira, 10 de agosto de 2009

AS CONTAS DE MERCEEIRO (*)




Já não há vergonha e competência governativa neste país. Qualquer formando dos cursos técnico-profissionais, promovidos pelo actual governo do Sr. Engenheiro e Primeiro-Ministro Sócrates, sabe fazer umas “continhas” que este e o seu acólito, Super-Ministro Teixeira dos Santos, ou não sabem ou sabem mas procuram esconder com a máxima discrição, tal é a “bujarda” da politica de apoio à natalidade, anunciada pelo governo nos media nos últimos dias.

Com o baixo nível de escolaridade do nosso povo, muitos só ouviram que se tratava de uma politica de apoio social ponderada e rigorosamente estudada pelos letrados dos nossos governantes, e por conseguinte, aplaudiram logo num desses jantares políticos tão elucidativos e ao sabor de um “pastel de bacalhau” e de um “copo de três”. Mais uma vez, foram enganados com a propaganda deste governo. E porquê? Porque neste país parece haver desprezo pela matemática e muito menos interesse em ensiná-la a alunos responsáveis e potencialmente inimigos deste estado de coisas.

Porém, dei-me ao trabalho de fazer umas continhas simples, assentes em vários pressupostos: (1) Aplicação do capital de 200 euros no ano de 2010 sem ser resgatado até ao ano 2028; (2) Taxa de juro líquida de 3% assumida a título de exemplo, nessa aplicação “conta poupança” proposta pelo governo. Isto com uma taxa de depósito optimista para quem poupa mas pessimista para quem quer comprar casa e formar família.

No fim de 2028, o novo contribuinte teria na sua conta poupança, o valor de 340.49 euros sujeitos muito possivelmente a imposto de capitais. É este o conceito de “Apoio à Natalidade” do Governo? Mais, dividam agora 340.49 por 18 anos e obtemos 18,91 euros por ano. Mais ainda, dividam 18.91 euros por 360 dias e obtemos a consideração do governo de 0,05 cêntimos de ajuda por dia… Em África, há seres desumanizados que ganham um dólar por dia…

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