

A interacção entre o evolucionismo biológico das diversas espécies vivas e os respectivos ecossistemas onde estas nascem, vivem e morrem, foi-nos transmitida na obra, “A Origem das Espécies” (1859), pelo célebre naturalista Charles Darwin (1809-1882), e na qual o processo de “selecção natural”, surge como critério de sobrevivência.
Entretanto, Thomas Malthus (1766-1834), economista, na sua “Teoria Populacional” (1798) observou que o crescimento demográfico aumentava drasticamente, como consequência da mais eficaz produção de alimentos, das melhores condições de vida, do combate às doenças, do melhor saneamento básico e da própria Revolução Industrial. Contudo, o nível de recursos escassos consumidos pela população em crescimento exponencial (Baixas taxas de mortalidade e elevadas taxas de natalidade), ameaçaria a sustentabilidade da comunidade, ao estilo de uma “praga humana”. Assim, os mecanismos correctores fazer-se-iam pelas doenças, guerras, competição, miséria persistente, e controle da fome.
A transposição das teorias de Darwin e de Malthus para o cenário das energias renováveis e/ou poluentes leva-me a obter duas conclusões:
(1) A persistência do actual paradigma energético mundial, implicará que, ou se mantêm alianças entre nações mais poderosas e amigas nesta área de negócio, ou se entra em guerras pela sua apropriação. Como consequência teremos instabilidade potencial nos mercados mundiais por mais umas décadas, como acontecerá logo a seguir à crise mundial actual;
(2) A adopção de um novo paradigma alicerçado nas energias renováveis e de acesso mais democrático, permitiria a sobrevivência da espécie humana num planeta mais verde e sustentável…
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