quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A DITADURA DAS MÁQUINAS (*)


O processo de desenvolvimento da globalização é irreversível. Por conseguinte, o sucesso de cada cidadão, ou de uma empresa, em obter e manter um “lugar ao sol” numa “praia mundial” cheia de concorrentes ameaçadores, dependerá cada vez mais das competências dos indivíduos, orientadas para aquilo que o mercado de trabalho procura, onde quer que seja, ou das razões pelas quais determinada empresa justifica a satisfação das necessidades dos seus clientes, tornando a sua actividade empresarial rentável e sustentável a médio e longo prazo.
Os modelos económicos e sociais actuais, estão a destruir o conceito de família tradicional. Os movimentos migratórios são consequência de um desenraizamento ao sabor das vagas nessa “praia mundial” que olha para o capital humano como se de uma “matéria-prima” se tratasse.
A globalização não implica somente um choque de culturas e mentalidades mas tem também como consequência, a ruptura entre aquilo que uma determinada geração de desempregados já não consegue alcançar, e aquilo que é obrigatório nomeadamente: Uma adaptação a um modelo económico mundial cujas exigências são: Rápida e constante aprendizagem, Flexibilidade e Polivalência.
Pensamos que somos donos da nossa liberdade económica, social e politica mas estamos expostos a uma “ditadura das máquinas de informação” que nos expropria a identidade e que nos manipula com o intuito de nos manter num sistema centrado de poder que decide verdadeiramente o rumo das nossas vidas, como aconteceu por exemplo, com a politica de guerra do terror promovida pelo ex-Presidente George W. Bush, como desculpa para atacar o Iraque e o Afeganistão, e que tão graves consequências teve e está a ter no Ocidente…

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