segunda-feira, 9 de março de 2009

UTOPIAS (*)



A utopia comunista inventou o conceito de "Homem bom", através do qual se pretendia pensar que este jamais seria explorado por patrões sem escrúpulos. Enganaram-se, pois a nomenclatura soviética veio a concretizar-se numa a pobreza generalizada do povo, contrastando com os privilégios da classe política dirigente. Nos actuais tempos de insegurança económica, social e política, persiste a ideia de que a crise actual é passageira e que será resolvida por um grupo de países tradicionalmente poderosos (G8), bastando para isso agendar fóruns, reuniões, conferências, cimeiras, enfim, um conjunto de atitudes paliativas que procuram chamar à vida e transformar o "Homem mau capitalista" num "Homem bom" bastando para isso que haja uma regulamentação sobre o comportamento dos capitalistas, com a missão de conquistar de ideais de equidade e de justição tão esquecidos actualmente.
Na base do capitalismo regulado, terão que existir profissionais que sejam honestos e que não sejam gananciosos, socialmente solidários, bons profissionais e que não vendam gato por lebre a investidores desprovidos de cultura económico-financeira, uma vez que o sector bancário precisa de ter crédito assente numa base da confiança ou fiduciária com os seus clientes. Resumindo: Precisa-se de uma nova utopia – "O Homem bom capitalista". Será fácil encontrá-lo? Em oposição, dispensa-se o "Terrorista económico-financeiro"… Infelizmente, é uma fatalidade, pois acredito piamente que esse "Homem bom capitalista" raramente aparecerá e por conseguinte, os cidadãos do mundo estarão na maior parte das vezes, reféns de capitalistas maus. E assim, devemos deixar de falar de crise mas sim na consciencialização de que é fortemente necessário um novo paradigma económico-financeiro mundial.

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