sexta-feira, 20 de março de 2009

SISTEMA FINANCEIRO (*)



No discurso e posterior debate com uma plateia de americanos, promovida por Barack Obama na Califórnia, no dia de 19 de Março de 2009, o Presidente Afro-Americano declarou com veemência o seu repúdio, pela completa irresponsabilidade dos actos de gestão no sector económico-financeiro, que puseram também “de tanga” e à mostra a fragilidade da economia dos EUA. Desde falsos gurus das finanças (Madoff), muitos deles ocupando cargos vitais em organismos económicos (Alan Greenspan), financeiros e políticos, e que já provinham da presidência de George W. Bush, até ao surgimento de terroristas financeiros “encapuçados”, todos eles com o propósito de “encherem os bolsos” sob a forma de “chorudos” prémios e bónus, independentemente de haver lucros ou não, mas sempre com a necessária discrição. Presentemente, Barack Obama está determinado e assume a responsabilidade do seu executivo, em fixar limites dos prémios e bónus, de todas as instituições que venham a requerer a ajuda das autoridades monetárias americanas. Contudo, esta postura política não terá efeitos retroactivos, uma vez que do ponto de vista legal seria uma tarefa “Herculea” gerir tantas "anomalias" nos tribunais. Em Portugal, são conhecidas situações semelhantes de incumprimento das responsabilidades de alguns bancos face aos seus clientes, de promiscuidade de banqueiros com políticos “desmemoriados”, de autoridades da concorrência que não transmitem relatórios em tempo útil, de uma justiça inoperante e de um sistema politico hermético que reforça o desinteresse dos cidadãos nesta geração de políticos.Será possível captar recursos humanos de valor acrescentado para Portugal, será possível captar investimento estrangeiro num cenário de concorrência global? Não me parece, infelizmente…

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