sábado, 28 de março de 2009

O ESTADO SEM ABRIGO (*)


É inegável o reconhecimento das melhorias das condições de vida dos portugueses, desde os tempos da revolução de Abril até os nossos dias. Porém, não seria de esperar outra coisa, dado que outros países europeus mais desenvolvidos, têm vindo a crescer e a desenvolver-se a níveis mais consistentes do que Portugal, sem que este consiga a necessária convergência dos indicadores económico-sociais, mesmo com a entrada de milhares de milhões de euros que Portugal tem recebido. Infelizmente, sabe-se que actualmente Portugal enfrenta várias “patologias” que se não forem cuidadosamente avaliadas e tratadas, poderão inviabilizar a nossa independência enquanto país. Como poderemos ter crédito internacional, sabendo que o nosso défice externo, na casa dos 97% do PIB, apresenta um valor gritantemente destrutivo de um ambiente capaz de atrair investimento nacional e externo? Os Governos portugueses, à semelhança das famílias endividadas e desorientadas na gestão dos seus rendimentos, têm vivido de dinheiros ao estilo de “créditos fáceis”, quase sem dar garantias as esses empréstimos, com o objectivo de manter os níveis de “fachada” de consumo e investimento públicos em projectos de difícil aprovação pelo rigor das ciências económicas. Temo que o poder político e que a nossa identidade portuguesa, venham a ser desalojados por entidades estrangeiras alheias aos interesses de Portugal, à semelhança do que acontece com um número crescente de famílias portuguesas que deambulam pelas ruas, sem qualquer perspectiva de futuro…

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