
As cada vez mais frequentes barbaridades e chacinas, ocorridas em escolas no estrangeiro e perpetradas por alunos infelizmente “desajustados” no seu comportamento social, tendo como exemplo, os casos ocorridos nos EUA, no Japão, na Finlândia e na Alemanha, transportam-nos para um cenário negro e preocupante também em Portugal. Embora não se verifiquem no nosso país, por enquanto, as “matanças” hediondas como aquelas que têm ocorrido em países mais desenvolvidos e onde a consciência social é fortemente defendida por todos, seria prudente que os nossos políticos, as escolas, os professores e os encarregados de educação, criassem as oportunidades de um futuro atingível para quem se dedica aos estudos com o objectivo, não de emigrar mas sim de tornar mais rico e desenvolvido a nossa comunidade chamada Portugal. Muitos jovens não sentem o reconhecimento social dos seus estudos e muitos já começam a pensar, que não vale a pena estudar porque Portugal nega-lhes o posto de trabalho com dignidade; a menos que 500,00 euros a prazo certo seja digno para alguém… As novas tecnologias não são por si só, condição necessária e suficiente para o sucesso de um país. Quando bem utilizadas, podem acrescentar valor aos estudantes honestos, mas quando o seu uso tem fins desumanizados, como é o caso do “Bullying” e dos “joguinhos”, então podemos estar a criar uma geração “de” e “com” problemas. Os jovens portugueses, já perceberam que os sinais da economia portuguesa são desmotivantes… Enquanto cidadão deste país, preocupa-me que haja uma geração de jovens que não lê, que não sabe fazer contas e que não sabe escrever e que se preocupa em viver a vida do dia a dia sem projectos de futuro e com a gravidade de podermos vir a ter consequências graves na sua eterna e adiável inclusão social. Resta-me perguntar: PORTUGAL, QUE FUTURO?
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