
Além das dificuldades originadas pela recessão económica mundial, expressas pelas tempestades de incertezas que se abatem sobre as nossas vidas do dia-a-dia independentemente de sermos famílias, empresários ou até governantes de países em crise, há que ter em consideração que no caso Português, a realidade estrutural da nossa economia e do nosso sistema politico, é pródiga em contradições preocupantes. Aqueles que ainda não se “resignaram” à ideia de um Portugal “derrotado” e que sonham em elevar os valores e desígnios nacionais a níveis mais compatíveis com os da restante União Europeia (UE), têm um imenso caminho a percorrer. O actual e louvável esforço do Estado Português, em proteger os trabalhadores excluídos do mercado laboral, através do pagamento do subsídio de desemprego, não é sustentável de se manter por muito tempo, uma vez que o ritmo de falências é do mais elevado desde que vivemos em democracia. Cada vez mais existem desempregados a serem “sustentados” por trabalhadores activos. Como consequência, várias implicações ao nível da sustentabilidade a médio e longo prazo na segurança social, no défice orçamental, e na divida pública, agravar-se-ão. A credibilidade de Portugal no resto do mundo enfraquecerá, sempre que aumentar o nosso endividamento face ao exterior. Este fenómeno encarece o recurso ao crédito com fins de investimentos privados de tal forma que estes poderão ser inviabilizados não por culpa ou demérito dos empresários mas por culpa de uma politica pública que se apodera do crédito existente no sistema financeiro nacional e/ou internacional para aprovar e investir em projectos nem sempre os melhores mas que satisfazem o ciclo eleitoral. A tradicional e elevada carga fiscal, a que os vários contribuintes estão sujeitos, com o objectivo de financiar um Estado omnipresente na economia portuguesa, está a conduzir a um empobrecimento gradual e por vezes, de consequências irreparáveis nos vários agentes económicos nacionais. Se a iniciativa privada não prosperar, onde irá o Estado obter receitas para “tapar” os buracos presentes e futuros dos Ministérios do Estado?As gerações vindouras que se preparem para pagar a factura…
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