
Neste admirável mundo novo em que ainda estamos a “gatinhar”, novas realidades de oportunidades estão a brotar, à custa de um “parar para pensar” dos políticos, com responsabilidades repartidas por toda a comunidade internacional e mais especificamente nos países onde foram eleitos. A concretização desta nova ordem mundial tomou forma através de mais uma reunião internacional, a Cimeira de Áquila. Estão representados os países detentores das economias mais importantes do planeta, com os objectivos de: (1) Adopção e coordenação de medidas económicas que procurem solucionar os problemas vividos pelas vitimas desta recessão, sejam familias, empresas ou paises. A intervenção do Papa Bento XVI defende na sua Enciclica Caritas in Veritate, que essas politicas estejam munidas de uma “ética amiga da pessoa”; (2) Recuperação de um sistema financeiro mundial mais regulado e menos permissivo a desonestos “Madoff ’s”; (3) Incorporar na esfera de politica internacional, o problema das mudanças climatéricas através do investimento e pesquisa de novas fontes energéticas e de rentabilidade assegurada mas de poluição reduzida. Transformar o paradigma do actual sistema económico, devorador insustentável de recursos energéticos poluentes, num sistema económico mais inteligente e alimentado por energia “verde” de modo que os nossos descendentes possam herdar um planeta mais saudável; (4) Combater a pobreza crescente não só em África como também em países cujo surgimento deste fenómeno social não era expectável, resultado das crises bolsistas mundiais, desemprego, créditos incobráveis, falências empresariais por gestão danosa, concorrência internacional desleal através de “dumping social” que resulta da exploração de mão-de-obra escrava e que têm como consequência o nivelamento por baixo dos salários, arrasando assim, as economias onde os trabalhadores têm condições de vida mais próximas da dignidade humana. A globalização é o novo cenário de actuação e de intervenção, onde os novos líderes políticos não podem ter a ousadia de resolver os problemas da Humanidade isoladamente. É fulcral que haja mais consensos, entendimentos e adopção de politicas de cooperação do que manter protagonismos próprios de um mundo estilhaçado por visões egoístas, gananciosas e ditatoriais.
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