
As enfermidades sentidas actualmente pelo povo americano, resultam de um conjunto de politicas desastrosas para os EUA, adoptadas pelo ex-Presidente, George W. Bush. Politicas externas agressivas orientadas por investimentos na indústria militar com a estratégia de garantir recursos energéticos (Petróleo) e de procedimentos de “facto consumado” (Invasão no Iraque) à revelia das ONU. Esqueceu-se daqueles que viviam nos EUA.
As consequências mais imediatas deste posicionamento político, estão na base do endividamento público a níveis nunca antes vistos e que reduzem a margem de manobra de Obama que prefere arrumar a casa e dar conforto aos americanos dentro das suas fronteiras. Ficará na História dos EUA se o conseguir.
Obama “carrega a cruz” de resolver o imbróglio que herdou em várias áreas:
(1) Colapso do sistema financeiro sem regulação, opaco na qualidade dos serviços prestados aos investidores, gerido na maior parte dos casos, por gestores gananciosos e corruptos e em que os valores dos activos financeiros se encontravam “maquilhados” de tal forma que não tinham qualquer correspondência com o valor dos activos reais. A percepção dos investidores desta situação, originou uma impulsão dos níveis de confiança dos vários agentes económicos, para valores somente comparáveis com os da grande depressão (1929). A “pandemia” financeira tornou-se inevitável e alastrou-se dos EUA para o resto do mundo;
(2) Com a crise financeira mundial instalada, a desconfiança entre bancos ao nível da concessão de crédito, a falência das famílias e de empresas de referência, geraram perdas diárias estonteantes ao nível do emprego, do agravamento do défice e da divida pública americanas, e ainda, na maior concentração de riqueza num cada vez menor grupo de privilegiados. Obama rejeita, por completo, que um cidadão americano não possa iniciar um tratamento médico, só porque a sua declaração de rendimentos lhe retira esse direito ou porque é desempregado. Não é justo segundo Obama, principalmente para aqueles que perderam ou mudaram de emprego numa economia em recessão.
Caso não se façam estas mudanças a economia americana tornar-se-á mais vulnerável… Obama quer estabilizar a economia através da protecção efectiva dos seus concidadãos e para tal, um dos instrumentos a utilizar, passa pela reforma no sistema de Saúde, orientada por valores e princípios constantes na Declaração de Independência Americana (1776), e que serviram de inspiração à elaboração da Carta Universal dos Direitos Humanos da ONU (1948).



