domingo, 26 de julho de 2009

A MISSÃO DE OBAMA (*)




As enfermidades sentidas actualmente pelo povo americano, resultam de um conjunto de politicas desastrosas para os EUA, adoptadas pelo ex-Presidente, George W. Bush. Politicas externas agressivas orientadas por investimentos na indústria militar com a estratégia de garantir recursos energéticos (Petróleo) e de procedimentos de “facto consumado” (Invasão no Iraque) à revelia das ONU. Esqueceu-se daqueles que viviam nos EUA.

As consequências mais imediatas deste posicionamento político, estão na base do endividamento público a níveis nunca antes vistos e que reduzem a margem de manobra de Obama que prefere arrumar a casa e dar conforto aos americanos dentro das suas fronteiras. Ficará na História dos EUA se o conseguir.
Obama “carrega a cruz” de resolver o imbróglio que herdou em várias áreas:
(1) Colapso do sistema financeiro sem regulação, opaco na qualidade dos serviços prestados aos investidores, gerido na maior parte dos casos, por gestores gananciosos e corruptos e em que os valores dos activos financeiros se encontravam “maquilhados” de tal forma que não tinham qualquer correspondência com o valor dos activos reais. A percepção dos investidores desta situação, originou uma impulsão dos níveis de confiança dos vários agentes económicos, para valores somente comparáveis com os da grande depressão (1929). A “pandemia” financeira tornou-se inevitável e alastrou-se dos EUA para o resto do mundo;
(2) Com a crise financeira mundial instalada, a desconfiança entre bancos ao nível da concessão de crédito, a falência das famílias e de empresas de referência, geraram perdas diárias estonteantes ao nível do emprego, do agravamento do défice e da divida pública americanas, e ainda, na maior concentração de riqueza num cada vez menor grupo de privilegiados. Obama rejeita, por completo, que um cidadão americano não possa iniciar um tratamento médico, só porque a sua declaração de rendimentos lhe retira esse direito ou porque é desempregado. Não é justo segundo Obama, principalmente para aqueles que perderam ou mudaram de emprego numa economia em recessão.
Caso não se façam estas mudanças a economia americana tornar-se-á mais vulnerável… Obama quer estabilizar a economia através da protecção efectiva dos seus concidadãos e para tal, um dos instrumentos a utilizar, passa pela reforma no sistema de Saúde, orientada por valores e princípios constantes na Declaração de Independência Americana (1776), e que serviram de inspiração à elaboração da Carta Universal dos Direitos Humanos da ONU (1948).

sábado, 18 de julho de 2009

PORTUGAL SUSTENTÁVEL (*)


Além das dificuldades originadas pela recessão económica mundial, expressas pelas tempestades de incertezas que se abatem sobre as nossas vidas do dia-a-dia independentemente de sermos famílias, empresários ou até governantes de países em crise, há que ter em consideração que no caso Português, a realidade estrutural da nossa economia e do nosso sistema politico, é pródiga em contradições preocupantes. Aqueles que ainda não se “resignaram” à ideia de um Portugal “derrotado” e que sonham em elevar os valores e desígnios nacionais a níveis mais compatíveis com os da restante União Europeia (UE), têm um imenso caminho a percorrer. O actual e louvável esforço do Estado Português, em proteger os trabalhadores excluídos do mercado laboral, através do pagamento do subsídio de desemprego, não é sustentável de se manter por muito tempo, uma vez que o ritmo de falências é do mais elevado desde que vivemos em democracia. Cada vez mais existem desempregados a serem “sustentados” por trabalhadores activos. Como consequência, várias implicações ao nível da sustentabilidade a médio e longo prazo na segurança social, no défice orçamental, e na divida pública, agravar-se-ão. A credibilidade de Portugal no resto do mundo enfraquecerá, sempre que aumentar o nosso endividamento face ao exterior. Este fenómeno encarece o recurso ao crédito com fins de investimentos privados de tal forma que estes poderão ser inviabilizados não por culpa ou demérito dos empresários mas por culpa de uma politica pública que se apodera do crédito existente no sistema financeiro nacional e/ou internacional para aprovar e investir em projectos nem sempre os melhores mas que satisfazem o ciclo eleitoral. A tradicional e elevada carga fiscal, a que os vários contribuintes estão sujeitos, com o objectivo de financiar um Estado omnipresente na economia portuguesa, está a conduzir a um empobrecimento gradual e por vezes, de consequências irreparáveis nos vários agentes económicos nacionais. Se a iniciativa privada não prosperar, onde irá o Estado obter receitas para “tapar” os buracos presentes e futuros dos Ministérios do Estado?As gerações vindouras que se preparem para pagar a factura…

domingo, 12 de julho de 2009

O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO (*)




Neste admirável mundo novo em que ainda estamos a “gatinhar”, novas realidades de oportunidades estão a brotar, à custa de um “parar para pensar” dos políticos, com responsabilidades repartidas por toda a comunidade internacional e mais especificamente nos países onde foram eleitos. A concretização desta nova ordem mundial tomou forma através de mais uma reunião internacional, a Cimeira de Áquila. Estão representados os países detentores das economias mais importantes do planeta, com os objectivos de: (1) Adopção e coordenação de medidas económicas que procurem solucionar os problemas vividos pelas vitimas desta recessão, sejam familias, empresas ou paises. A intervenção do Papa Bento XVI defende na sua Enciclica Caritas in Veritate, que essas politicas estejam munidas de uma “ética amiga da pessoa”; (2) Recuperação de um sistema financeiro mundial mais regulado e menos permissivo a desonestos “Madoff ’s”; (3) Incorporar na esfera de politica internacional, o problema das mudanças climatéricas através do investimento e pesquisa de novas fontes energéticas e de rentabilidade assegurada mas de poluição reduzida. Transformar o paradigma do actual sistema económico, devorador insustentável de recursos energéticos poluentes, num sistema económico mais inteligente e alimentado por energia “verde” de modo que os nossos descendentes possam herdar um planeta mais saudável; (4) Combater a pobreza crescente não só em África como também em países cujo surgimento deste fenómeno social não era expectável, resultado das crises bolsistas mundiais, desemprego, créditos incobráveis, falências empresariais por gestão danosa, concorrência internacional desleal através de “dumping social” que resulta da exploração de mão-de-obra escrava e que têm como consequência o nivelamento por baixo dos salários, arrasando assim, as economias onde os trabalhadores têm condições de vida mais próximas da dignidade humana. A globalização é o novo cenário de actuação e de intervenção, onde os novos líderes políticos não podem ter a ousadia de resolver os problemas da Humanidade isoladamente. É fulcral que haja mais consensos, entendimentos e adopção de politicas de cooperação do que manter protagonismos próprios de um mundo estilhaçado por visões egoístas, gananciosas e ditatoriais.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PORTUGAL A ARDER (*)



A situação incendiária em que Portugal vive, faz-me lembrar, com um certo humor negro, a de uma casa em chamas cuja urgência em as apagar é de uma importância vital. As estratégias de ataque (Programas eleitorais), a aplicar neste caso, exigem toda a eficácia e celeridade, evitando a todo o custo, os potenciais danos irreparáveis não só no edifício chamado “Portugal”, como também nos seus ocupantes (Contribuintes, empresas, etc.). Constato, com tristeza, que as várias forças parlamentares contracenam neste paupérrimo e chamuscado palco português (Assembleia da República), como “falsos bombeiros”, que estão mais preocupados em saber como ganhar a “medalha de mérito e de coragem”, leia-se, vitória nas próximas eleições legislativas, do que acabar com o incêndio destruidor da casa e salvar quem paga “pacifica, democrática e amordaçadamente” a estes “falsos profissionais anti-crise.” Discutem o supérfluo e defendem a política não cooperante, e por conseguinte, anti-patriótica, num pais que tem forçosamente de se focar naquilo que é de interesse vital e nacional, naquilo que pode ser o arranque do Projecto Estratégico de “Portugal”, nestes tempos difíceis e de oportunidades únicas, por ventura irrepetíveis no mundo futuro sempre em constante mutação. Continuar a representar mal, o papel dos “bombeiros políticos”, através, por exemplo, da postura brejeira de alguns com afirmações de “animais ferozes” e de “politicas de verdade”, é continuar a embalar os portugueses com sonhos ao estilo das “bolas de sabão” e que já nem os “pequenitos” acreditam…

sábado, 4 de julho de 2009

A NOVA ORDEM TECNOLÓGICA (*)







Alguns dos últimos acontecimentos ocorridos e descritos no nosso novo e cada vez mais complexo mundo cibernético, através do recurso às novas ferramentas de comunicação, como o são o “Twitter”, o “Facebook” e a troca de correspondência electrónica (“Mails”), estão a contribuir para eliminar as barreiras de acesso à informação pelos cidadãos, e no limite, à forma como as várias nações se comportam entre si, ou seja, nas suas relações internacionais, nos mais variados domínios económico-sociais e políticos, quer sejam relações legais ou não, de acordo com o direito internacional e com as leis especificas de cada país. A internet está a “uniformizar” o mundo. A disseminação de informação e o seu livre acesso poderá verdadeiramente tornar os sistemas políticos mais democráticos e menos corruptos. Vivemos tempos em que os choques civilizacionais proliferam. Todos os cidadãos do mundo querem legitimamente melhorar os seus padrões de qualidade de vida e aceitam cada vez menos modelos de sociedade repressivos, como acontece por exemplo no Irão que mais cedo ou mais tarde, não conseguirá suster a “enxurrada” demolidora dos sonhadores iranianos que almejam um sistema politico mais aberto e não em constante hostilização com os países do Ocidente. Assim, as comparações entre os vários sistemas nacionais são constantes e cada vez existe uma consciência mais próxima dos Direitos Humanos como objectivo a alcançar. Por vezes, os governos e os seus opositores são apanhados de surpresa com a ocorrência de certos fenómenos políticos e económicos menos “transparentes” (BPP, BCP, BPN, BdP, Freeport, TVI / PT / Governo, PC Magalhães, etc.). As constantes e diárias novidades de falta de ética dos políticos portugueses que descredibilizam a sustentabilidade do Estado de Direito em Portugal, e que era suposto ser um dos ideais da Revolução de Abril de 1974, poderão servir de inspiração ao crescente número de "inconformistas" portugueses que procurarão, tal como os "novos" revolucionários iranianos, lutar por um Pais digno daquele que deu o primeiro passo no processo de globalização - O Portugal dos navegadores portugueses-...