Actualmente, Portugal padece de muitos males cujo tratamento tem sido adiado, sucessivamente, por falta de coragem dos decisores políticos em governar com eficácia e eficiência, sem a “muleta” do ciclo eleitoral. Estas “muletas” destroem a democracia. Os “medicamentos” utilizados e que provêm de adopção de politicas erradas e avulso, tomadas no passado, não permitiram restaurar a confiança económica, social e politica. Estes três pilares são necessários para que um país tenha ambições e expectativas elevadas, emancipando-se numa comunidade internacional cada vez mais exigente. A pergunta impõe-se: Será o nosso regime, um regime falhado, nos tempos tão exigentes como o são, o início do séc. XXI?
Houve necessidade de pedir ajuda externa porque as medidas implementadas nos últimos 15 anos, têm se resumido a meros tratamentos “paliativos” que não curam o doente “Portugal” mas que estão a contribuir para um agravamento do nosso “estado de necessidade” face ao actual “Estado Social” que não deve ser protegido por “discursos de fé” mas sim por uma racionalidade económica e social, verdadeiramente, humanas, assentes numa politica de partilha de custos maiores para quem pode pagar mais, e de custos mais baixos para quem vive com graves restrições económicas no seu dia a dia. A ausência de solidariedade, ou a existência de uma solidariedade “precária”, acabarão por minar, qualquer sistema político e económico que se queira construir num país livre e de sucesso.
A falência do nosso regime, implicou a vinda da Troika, e a criação de um “Memorando” subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP, irá aumentar a tensão social que de forma crescente e preocupante, já se começa a sentir no dia a dia dos portugueses. Os sacrifícios serão imensos, mas agora, não podemos falhar, pois a nossa margem de erros já se esgotou… e a paciência dos nossos credores também pode acabar…

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