A propaganda militar dos tempos modernos, surgiu com o nazismo, na pessoa do Joseph Goebbels. Esta propaganda dificultou a percepção da realidade efectiva pelos militares alemães, especialmente, quando estes se encontravam na fase descendente do poderio alemão durante os meados da II Guerra Mundial, período esse em que já se alimentava a esperança de uma vitória dos Aliados e dos Russos. Este bloqueio à “verdade”, por parte da elite militar alemã, visava "manipular psicologicamente" as suas tropas, com vista à criação de um Estado composto por uma raça superior (Ariana), e com o objectivo de aumentar o seu território, também conhecido por “espaço vital". Este processo iniciou-se com a anexação da Polónia. Mais tarde, os Aliados descobriram as consequências trágicas e hediondas dessa propaganda ao descobrirem as consequências do desastre humano, a que se veio a chamar de “Holocausto Nazi”... Campos de extermino em massa e que nunca tinham sido alguma vez vistos, em nenhum outro período da História da Humanidade acabaram por chocar gerações durante anos subsequentes...
Actualmente, a economia mundial, nem sempre é regulada pelas forças do mercado. É necessário e urgente, edificar um sistema financeiro internacional, regulamentado e eficaz, que evite os abusos cometidos pela crise de 2007- (...). Os beneficiários, desta máquina económica "beduina" não podem continuar a dominar, sem regras, a orientação dos movimentos de capitais para zonas em que os custos e os meios de produção são autênticas violações aos Direitos Humanos. O recorrer-se, sistematicamente, à propaganda assente no conceito da "Globalização", que não é necessariamente uma coisa má, tem que ser regulada pelos políticos mundiais, sob pena de ser a desgraça de muitas nações, com consequências graves para um mundo ligado numa lógica de "vasos comunicantes"...
Acontece que a China, ao violar os direitos humanos mais básicos dos seus cidadãos (Protecção social e liberdade de expressão inexistentes, etc.) e muitas das vezes, fazendo uso da exploração de mão-de-obra escrava (Partido Comunista Chinês!!!), está a destruir muitas economias europeias e a criar problemas sérios aos EUA, porque os lideres comunistas, persistem em manter os princípios de uma organização social e económica, manifestamente incompatíveis com os restantes modelos económicos em vigor no mundo mais desenvolvido. Por outro lado, a censura politica do governo chinês que controla, através da internet, o seu povo, ao admitir funcionários pró – governamentais, através dos quais se “branqueia” os comentários menos abonatórios do povo perante os problemas do dia-a-dia na sociedade chinesa.
Presentemente, os países árabes e muçulmanos estão a observar e a perceber, com atenção e dor, que os seus povos já não receiam manifestar-se contra os regimes ditatoriais onde vivem, como se observa nos órgãos de comunicação tradicionais e principalmente, nos novos meios de transmissão via internet de imagens e de mensagens, tais como: “Twitter”, “Youtube”, “Facebook”, etc. Assiste-se ao surgimento de convulsões populares em países onde o regime da “mão de ferro” impera mas que progressivamente se transformam em países cuja vontade popular irá ser a regra. Ou seja, a saúde dos países que adoptem a força como meio de dissuasão não terão futuro... Veja-se o que se passa com a Tunísia, o Egipto, o Iémen e o Irão, onde a liberdade só existe para quem controla o sistema... Até quando? Será que a China não aprenderá com este crescente “tsunami revolucionário” no Médio Oriente?

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