segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

À DERIVA NO SÉCULO XXI


A situação precária e insustentável em que Portugal se encontra, é de tal forma grave, que não há coragem política, quaisquer que sejam os partidos com assento parlamentar, em propor soluções politicas que promovam uma equidade “verdadeira” entre os cidadãos no que diz respeito aos direitos e deveres a cumprir por todos, sem excepção. É necessário coragem para promover um conjunto de medidas de gestão politica de “verdade”, “doa a quem doer”, de modo a que se inverta o “saque cego” permanente de um “Estado obeso mórbido” em relação ao sector privado, cada vez mais entorpecido no seu desempenho económico interno e externo. Ao Estado não lhe chega “comer” os 50% da riqueza produzida em Portugal… Já se alimenta também, em casa alheia (China, Japão, Qatar, etc.) sem perguntar o preço do almoço que não será “grátis”…

A competitividade e a produtividade das empresas não dependem somente da iniciativa privada. É necessário que o Estado crie um ambiente fértil ao investimento nacional e ao investimento estrangeiro, através de adopção de politicas que protejam o interesse público e ao mesmo tempo que não permita abusos de alguns movimentos corporativos ou de lobbies que falseiam a concorrência entre os vários agentes económicos públicos e privados, ou ainda que funcionem em conluio. A cedência do Estado ao clientelismo, que estrangula os bons profissionais e promove os “maus feitores”, farão implodir, mais cedo ou mais tarde, o nosso sistema económico, social e político, caso não haja novas mentalidades que contrariem anos e anos de décadas de politicas erradas e irresponsáveis, onde a culpa sempre tem morrido solteira…

O Estado para se “alimentar” das mais variadas iguarias e manter os seus “pequenos” luxos, persiste em não mudar de vida. O Estado está a “comer” aquilo que muitas famílias portuguesas já começam a não ter: Uma refeição por dia!!! Isto, sem pensar na satisfação de outras necessidades básicas dos cidadãos igualmente carenciados, as quais deviam ser contempladas por uma Justiça “verdadeira” que facilitasse o cumprimento da nossa Constituição “empalhada” mas que uma classe politica não quer saber em mudar para melhor. Assim, a Constituição e a Justiça portuguesas, estão perigosamente de costas voltadas…

A manter-se esta tendência social “suicida”, corremos o risco de assistir a convulsões sociais perigosas logo que o povo se farte de ouvir o “Fado”, de ver o “Futebol” e de rezar para manter a esperança de que a vida melhorará no dia do “São nunca à tarde”. A própria Igreja Católica já alertou a comunidade politica, para a necessidade de dar resposta ao número crescente dos sem-abrigo, muitas das vezes, consequência da perda involuntária do posto de trabalho, de inadequado planeamento financeiro (Iliteracia financeira), da saúde para a qual o dinheiro escasseia, das famílias que se vêm endividadas e sem soluções à vista mas com os problemas a crescer ao estilo de uma bola de neve. Até quando, resistiremos?

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