A percepção pelas autoridades monetárias (Banco Central Europeu e restantes Bancos Centrais dos vários Estados Membros) e pelo sistema financeiro em sentido lato, no que diz respeito ao estado crítico das contas públicas gregas, levou a que se discutisse na União Europeia, se se deveria expulsar a Grécia da zona euro, punindo assim, a gestão dos políticos gregos que de uma forma irresponsável conduziram o seu país à bancarrota. Tal atitude de expurgar a Grécia da zona euro, poderia implicar o surgimento de várias ondas de choque especulativas de cariz financeiro, com consequências trágicas para todos os europeus, ao nível do crescimento, do desemprego e da estabilidade do euro, numa época em que tarda o fim da recessão económica. O fantasma da recessão europeia e americana, parece ajudar os gregos, pois teme-se que os agentes económico-financeiros se aproveitem desta instabilidade, para usufruir de ganhos especulativos nas bolsas internacionais, acabando assim com uma década de sucesso da moeda única.
É imperativo que se mantenha estabilidade do euro na União Europeia. No mundo globalizado em que vivemos, é bom ter consciência que uma crise financeira rapidamente se propaga ao sector económico (Economia real). A cooperação e a solidariedade são fundamentais para a resolução dos problemas, e não para tomar atitudes que vissem a maximização do “ruído comportamental” dos especuladores e investidores, muitas das vezes responsáveis pelas fugas de capital para zonas do globo mais calmas e atraentes (Offshores).
O recurso ao FMI para ajudar a minorar a comparticipação dos Estados Europeus, no caso das contas públicas gregas, é a constatação de que é imperioso e urgente, criar uma instituição europeia semelhante. Chamemos-lhe, Fundo Monetário Europeu, por exemplo. Uma Europa que pretende ter a ambição de ser uma potência no século XXI, não pode deixar para o FMI, a resolução dos seus problemas financeiros e monetários. Acredito piamente, que com o evoluir dos tempos, a construção da Europa será realizada com os desafios nascidos do dia-a-dia e sensatamente resolvidos ao mesmo ritmo, neste mundo cada vez mais integrado.
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