Enquanto o Presidente da República expressava a sua preocupação com o "Estado da Injustiça", perdão..., com o "Estado da Justiça" na abertura do ano judicial, na pomposa sala para o efeito, o Primeiro-Ministro Sócrates olhava silenciosamente, ao "estilo" de quem assobia para o lado, ou melhor, de quem não quer ver o "Estado Criminoso" a que chegou o Estado de Direito em Portugal.
Nestes tempos de inúmeros furacões ocultos e outros em completo descontrolo, num ambiente de navegação à vista, sem qualquer plano nacional estratégico que nos sirva de "astrolábio", outrora bem rentabilizado pelos seiscentistas navegadores portugueses e hoje, desonrados por políticos medíocres e perdidos "a ver estrelas" num oceano cheio de “oportunidades perdidas” pós 25 de Abril 1974.
A ditadura desta partidocracia "tuga", moribunda e em avançado estado de decomposição, faz-me temer o fim apocalíptico de Portugal enquanto pais independente. As elites politicas digladiam-se numa retórica irresponsável, sem qualquer consequência prática ao nível do bem-estar presente e futuro do povo sempre acomodado no seu cantinho e entre paredes, às quais eu chamaria de fortaleza do comportamento do “deixa andar” e cuja atitude voluntária se materializa numa inacção sufocante e desprezível. Ate quando?
O despotismo das finanças do regime politico do Estado Novo, teve a virtude de pelo menos, manter "as pratas da casa" nas mãos portuguesas. Isso foi possível porque o "povo era sereno" e na maior parte das vezes, ignorante também... E hoje o que temos? Ignorantes que persistem nesse patamar cultural, transversal a toda a sociedade civil portuguesa e que se sujeitam àqueles que são detentores absolutos de uma espécie de "Telecomando" dirigido pela "Geofinança”, ou seja, por empresas de “rating” e credores internacionais, que sem dar "cavaco" aos "tugas", espreitam o ataque especulativo ao nosso “tecto” chamado Portugal… Quem tem telhados de vidro, deve conhecer o risco potencial sobre a nossa divida pública de uma forte subida dos juros pelo BCE, à médio e longo prazo, e por conseguinte, deve haver coragem de falar a verdade sob pena de muitos portugueses terem de mudar de casa para a rua…

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