sábado, 16 de janeiro de 2010

TERRORISMO E ZONAS SEM LEI (*)



Uma tragédia em plena quadra natalícia de 2009, poderia ter ocorrido no voo da “Northwest Airlines 253”, caso o jovem nigeriano mas formado como terrorista no Iémen, Omar Faruk Abdulmutallab, não tivesse sido denunciado às autoridades americanas pelo seu próprio e corajoso pai e ainda, se não fosse rapidamente anulado por um passageiro e respectiva tripulação, tornados heróis no momento da chegada do avião ao seu destino. A eventual consumação deste ataque hediondo, revela uma nova realidade preocupante e que ultrapassa a catástrofe do que poderia ter acontecido mas que nos dá, também, um sinal de alarme no que diz respeito à estratégia presente e futura dos terroristas da al-Qaeda.

A al-Qaeda, está a servir-se de “zonas sem leis”, para recrutar, organizar, planear, formar, desenvolver e angariar fundos, impunemente, com o objectivo de criar uma rede de terror criminosa. Zonas empobrecidas e de fraco controlo do Afeganistão, do Paquistão, da Índia, Somália e do Iémen são disso tristes exemplos.

O processo de mentalização para “exportar mártires” para o Ocidente, é iniciado nestes “viveiros de suicidas” que doam a sua existência a uma causa “divina” específica: Combater os interesses dos ocidentais e sua cultura. A pobreza dos países onde vivem, reforça a sua vontade para morrer em nome de um ideal superior. Na maioria das vezes, o hábil comando por chefias terroristas radicais, alimenta adicionalmente ainda mais esse desejo sanguinário.

Se juntarmos a este cenário negro, o poder sedutor da internet, no que diz respeito à facilidade não só em construir uma bomba artesanal de impacto relevante mas também em reunir “vontades de guerra”, expressas pelo conceito de “células terroristas móveis” espalhadas pelo mundo, então poderemos concluir que passaremos a incorporar no nosso comportamento diário, essa realidade opressiva da qual ficaremos presos, resultado dos princípios subjacentes à globalização em que vivemos.

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