sábado, 12 de dezembro de 2009

A EMPRESA “PORTUGAL” (*)


A globalização, incentivada pelas novas tecnologias disseminadas pelos mais variados sectores de actividade humana, tenderá cada vez mais, a transformar o conceito tradicional de “País”, no conceito de “País – Empresa”.

O mercado “Mundo”, polvilhado de “Países – Empresas”, constitui o cenário de luta entre aqueles que procuram, para os seus respectivos cidadãos, o melhor ambiente de prosperidade e de qualidade de vida possíveis, de forma sustentada, não só ao nível do crescimento mas também ao nível do desenvolvimento equilibrados. Assim, a estrutura organizacional de um país pode comparar-se à de uma empresa.

Na empresa “Portugal”, a “Missão” deveria ser defendida, estoicamente, por “Administradores” (Classe Politica) mais responsáveis e não por uma classe de políticos tão obcecada com o ciclo eleitoral, muitas vezes inimiga de reformas inadiáveis e tão necessárias à reestruturação interna nacional e à correcta utilização das “matérias-primas”, como o são, a saúde, o ensino, a justiça, a segurança social, e a fiscalidade. A correcta utilização destas “matérias-primas”, é determinante para sinalizar a qualidade da empresa “Portugal” no mercado mundial, de modo a que seja possível, captar o “bom” investimento que aumente o volume das nossas exportações, seja ele proveniente de empresários nacionais ou estrangeiros.

A má “performance” económica da empresa “Portugal”, poderá não só hipotecar os “dividendos” futuros, a receber pelos “accionistas” ou “contribuintes” vindouros, como também, poderá dar origem, à percepção de empresas internacionais de “rating”, que venham a associar à “Portugal” um risco potencial de incumprimento elevado, e por conseguinte, de insolvência iminente, dado os níveis insuportáveis da divida publica externa e dos do défice orçamental observáveis no presente e comprometedores no médio e longo prazo.

Se a “Portugal”, adoptar medidas e estratégias de acção insípidas e desarticuladas, visando somente o curto prazo, não terá capacidade de sobreviver neste novo paradigma que é a globalização, e por conseguinte, a sua razão de existir extinguir-se-á no mercado “Mundo”, dando origem a perda de soberania do país.

Tal facto, seria bastante nefasto para a “Portugal”, sujeitando-se esta a ser vítima de uma “OPA” hostil de interesses estrangeiros, como resultando da má gestão Lusitânia dos Administradores (Políticos), Directores (Empresários) e Trabalhadores com baixa produtividade e persistentemente focados no seu próprio umbigo, leia-se, interesses corporativistas indiferentes ao interesse comum, como o são por exemplo, os dos sindicatos, dos professores, juizes, médicos, etc.

A resistência à mudança, a inacção, o adiar e o medo de arriscar, são vectores que contribuem para o insucesso de um “País - Empresa.” como a "Portugal."

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