
Actualmente, e no conjunto das sociedades mais avançadas e permissivas, no que diz respeito, ao acesso às “auto-estradas de informação”, o utilizador de um simples computador, “Smartphone” ou ainda de um “PDA”, pode comportar-se de forma imprópria, ao desprezar os princípios e valores basilares de um corpo social que se deseja equilibrado, coeso, solidário e mais humano.A utilização crescente e exponencial, deste tipo de tecnologias por indivíduos de faixas etárias indiferenciadas, está na base de comportamentos individuais fortemente alienantes, fruto de uma dependência que demonstram ter para com as novas tecnologias (Internet).
As redes sociais (“Facebook”, “Twitter”) estão a transformar aquilo que no passado era o serão familiar, o motivo de convívio e por vezes de tertúlia entre amigos, onde era possível, conversar, rir, enfim, conviver, tendo como interlocutores aqueles cujo calor humano se manifesta pelas “faces humanas” visíveis na mesma realidade espacial. Esse calor humano é essencial como vector de sociabilidade saudável. Haverá alguém que dê mais valor a um sorriso em código expresso por caracteres alfanuméricos (Letras e números) em vez de um sorriso à moda antiga? Penso que não.
Por conseguinte, e por melhor definição de imagem que uma “Webcam” possa ter, continuo a pensar que a maioria dos não alienados prefere estar no “local do acontecimento”.
O Homem, como animal gregário que é, está a transformar a sua essência natural numa essência de dependência alienante ao adoptar comportamentos solitários que conduzem à criação do binómio Homem - Máquina. Na minha perspectiva, o equilíbrio desta relação, começa a ser favorável à Máquina. Que o digam os novos “desempregados” tecnologicamente excluídos para sempre do mercado de trabalho.
As exigências das máquinas obrigam o Homem a correr a velocidades anti-natura, numa sociedade onde a informação é o activo cada vez mais importante e poderoso. Em poucos segundos, a mesma informação é dirigida a quem a solicita qualquer que seja o local do destinatário.
Nenhuma máquina pode, por enquanto, substituir-se ao Homem, excepto quando este aceitar alienar-se. No dia em que o Homem se entregar cegamente a uma “escravatura” imposta pelas máquinas então nascerá uma nova sociedade planetária, constituída por uma nova “raça de elite dominante”, à qual eu designaria por "sociedade robotizada" e na qual as máquinas esmagariam o papel do Homem à escala global.
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