sábado, 6 de novembro de 2010

POLITICOS E CIDADÃOS ILITERADOS (*)

A minha geração, nascida posteriormente aos anos 1960, começa a ter que chamar a si, a “pequena” responsabilidade de revolucionar um Portugal, deixado na miséria pelas classes que nos governaram irresponsavelmente, desde o período revolucionário do 25 de Abril de 1974, até aos dias de hoje. É certo que na altura do Estado Novo, a grande maioria dos portugueses, não tinha instrução académica. A Salazar, convinha-lhe manter a ignorância de um povo obediente, para poder governar sozinho e manter a sua autoridade…

E hoje? Hoje, temos políticos que detêm um “ADN Salazarista”, que mutila a capacidade critica activa, deste povo apático e resignado expresso pela total iliteracia vigente em vários domínios da vida do dia-a-dia dos “lusitanos comandados”. Para os políticos actuais, Salazar semeou-lhes o terreno, preparando-o para alimentar os interesses de políticos “ansiosos” de alcançarem o exercício nobre de trabalhar para a “causa pública” nesta democracia enviesada e assente numa ignorância paralisante ao estilo da ditadura do Estado Novo…

O fim do Estado Novo, com a revolução dos cravos, iludiu os portugueses que tinham fortes expectativas em melhorar as suas vidas e a participar num país mais livre e justo… Contudo, os desvarios das classes governativas e respectivas oposições, não souberam planear estrategicamente o futuro de Portugal, nem definir o papel do Estado na sociedade civil, em sincronização com a evolução do ambiente externo da nossa economia.

A iliteracia dos nossos políticos, foi o suficiente para fazer sangrar e ferir de morte um corpo chamado “Portugal”, com tamanha violência e loucura, que me apetece perguntar: Como foi possível, em apenas 36 anos, destruir um país cuja soberania se mantinha nas mãos portuguesas há mais de oito séculos?

Sem comentários:

Enviar um comentário