Nesta semana, o Estado Português voltou a consumir a sua “droga” preferida, ou, por outras palavras, - o crédito -. Obtido, no mercado financeiro internacional, a preços (Spread’s) que roçam a irracionalidade e a insustentabilidade das decisões económicas a médio e longo prazo, O Estado está a dificultar o nosso projecto Portugal, pois esses empréstimos são canalizados para sustentar o nosso perfil de “novos ricos” na zona euro, esquecendo-nos de que esses créditos irão ser pagos pelas gerações presentes e futuras (Os jovens já estão a pagar a factura com o desemprego). Assim, os juros de 5.795% (Níveis históricos), que foram definidos, no dia 7 do corrente, pelos agentes financeiros estrangeiros, que apercebendo-se da fragilidade dos nossos desequilíbrios internos e externos, cederam-nos essa “droga” que nos vai “matando”, paulatinamente, enquanto nação secular, e cuja “ressaca” se está a manifestar pelo nosso empobrecimento económico e social diários a níveis galopantes, destruindo os resistentes lusitanos e todos aqueles que persistem em não “se resignar”…
O sector transaccionável é responsável pela estrutura da Balança Comercial (Exportações e Importações de Bens e Serviços), que se tem mantido estável mas deficitária. Aqui, a falência das PME’s sobrepõe-se ao nascimento de novas empresas, o que é preocupante dado que a maioria das ditas PME’s não consegue nem aumentar a sua produtividade e o acesso ao crédito, nem singrar no resto do mundo globalizado. Contudo, a estrutura da Balança Tecnológica tem sido excedentária desde o ano de 2007, o que me leva a crer que muitos jovens licenciados em áreas de forte componente tecnológica estão a mostrar ao mundo, a qualidade da marca “Made in Portugal”. Desenvolver o sector transaccionável é fundamental, para que o Estado Português tenha possibilidade de recolher receitas fiscais importantes mas sem as “desbaratar” e sem nunca adoptar politicas de apoio “invisível” à iniciativa privada somente para “sacar”.
Por conseguinte, os graves problemas, no que diz respeito ao défice orçamental, a divida pública e divida soberana serão mais facilmente resolvidos se houver um ambiente mais optimista e realista de apoio às PME’s. O actual ambiente empresarial e laboral não se compadece com politicas fiscais mais agressivas…
O peso do sector não transaccionável (Empresas públicas, empresas privadas com “golden shares”, Sector Público Administrativo, etc.), não pode “asfixiar” ou rarefazer o próprio crédito obtido perante as necessidades das empresas privadas descapitalizadas mas com boas ideias de investimento.
O “deixa andar” da politiquice actual, poderá trazer danos irreparáveis e semelhantes àqueles que morreram de “overdose”… Tenho esperança que a minha geração venha dar a volta, àquilo que herdámos das anteriores gerações…

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