segunda-feira, 26 de julho de 2010

EUROPA: QUE FUTURO? (*)

Quando nos EUA, se detectaram maus “comportamentos” dos agentes financeiros americanos, com objectivo de chamarem a si, os clientes / accionistas que acreditavam na auto-regulação das entidades competentes e no equilíbrio natural chamado “Mercado Auto-Regulado” pelos agentes participantes, os cidadãos e contribuintes “queimaram as mãos”.

As consequências graves e ainda vividas no presente, estão a destruir silenciosamente várias económicas reais de diversos países europeus, conduzindo-os para fracos níveis de crescimento (Mercados de bens e serviços menos dinâmicos e em recessão), altos níveis de desemprego (Mercado Laboral em contracção) e de contestação social preocupantes (Politicas de repartição de riqueza menos equitativas).
A “solidariedade” demonstrada pelos contribuintes europeus para salvar os bancos da falência, obrigou aos Estados membros a criar divida pública para salvar um hipotético desastre no sector financeiro com implicações ruinosas nas economias reais. Os tempos são difíceis. A divida soberana dos países mais pobres (Zona Euro), cresceu exponencialmente, o que implicará a adopção de políticas fiscais mais agressivas e eventualmente recessivas.

Os países mais vulneráveis, carregam consigo a “cruz das debilidades”, expondo-se ainda mais aos especuladores financeiros mundiais dispostos a tratá-los como se fossem meras empresas cotadas em bolsa.

Os europeus actuais vivem num momento de muito receio: Temem perder o seu emprego, as suas poupanças, a rarefacção do crédito para investir, a incerteza no futuro do euro enquanto moeda única e mais grave ainda na falta de confiança nos actuais lideres europeus com carisma que assumam aquilo que já não pode voltar a atrás, ou seja, o Projecto Europeu, sob a pena de voltarmos a uma situação de caos indesejável para todos. Enquanto a UE não falar a uma só voz, os problemas que estão em cima da mesa, poderão descambar num triste fim...

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