sábado, 24 de abril de 2010

AS LUZES E AS SOMBRAS

Sócrates, o improvísador-mor desta democracia crescentemente "estatizante", não previu o efeito "boomerang" de um dos seus "ícones governativos", tão propagandeado pelo actual governo, e denominado pomposamente por "Choque Tecnológico". A máquina fiscal, tornou-se mais eficiente, ao nível das cobranças de impostos devidos pelos contribuintes faltosos... Contudo, esta "prendinha" dada a estes contribuintes, não é seguramente algo de mau para todos. Por maior que sejam as “omissões informativas” de verdade, começa a surgir uma massa critica que se liberta, paulatinamente, das forças ocultas e que se exprime livremente, através das novas armas cibernéticas ("Facebooks", “Twitters”, SMS´s e Internet) e afins...

Como consequência da gestão danosa e irresponsável da "coisa pública", durante décadas de governação estéril, começa a ser tempo, de quem vier a (a)pagar a crise "sistémica" portuguesa, se integre nas novas gerações de jovens cidadãos, necessariamente, mais reivindicativos dos seus direitos, a par do cumprimento das suas obrigações, e que persistem em não se “resignar” pela defesa do projecto “Portugal”.

Os jovens desta depressiva III República, sabendo da natureza de carácter de certos senhores parlamentares, sejam estes "laranjonhas" de refugo ou "rosas" despudoradas de qualquer tipo de "aroma", já compreenderam que não terão "casa onde se abrigar", se nada fizerem... Os jovens são o futuro de um país, e o futuro hoje é a emigração “sofrida” de muitos portugueses desempregados que são expelidos para países mais acolhedores.

Assim, somente aqueles homens que se transcendem da "sombra", são aqueles que se destacam da normalidade, através da "luz" que é uma simbiose de coragem, humildade, ideias, inteligência, liderança, princípios éticos, lealdade, justiça e com carisma... Estes atributos emergem, sob a forma de "brilho", projectado no seu rosto de "líder-guerreiro" pelas causas em que acredita e pelas quais luta... Nestes tempos, procuram-se as "luzes" em detrimento das "sombras", ou por outras palavras, precisam-se de verdadeiros estadistas e não de “trepadeiras politiqueiras” estilo “cata-vento” ou de furacões misteriosos nunca dissecados por um estado de direito que persiste em não funcionar.

sábado, 17 de abril de 2010

A GRÉCIA E O EURO (*)

A percepção pelas autoridades monetárias (Banco Central Europeu e restantes Bancos Centrais dos vários Estados Membros) e pelo sistema financeiro em sentido lato, no que diz respeito ao estado crítico das contas públicas gregas, levou a que se discutisse na União Europeia, se se deveria expulsar a Grécia da zona euro, punindo assim, a gestão dos políticos gregos que de uma forma irresponsável conduziram o seu país à bancarrota. Tal atitude de expurgar a Grécia da zona euro, poderia implicar o surgimento de várias ondas de choque especulativas de cariz financeiro, com consequências trágicas para todos os europeus, ao nível do crescimento, do desemprego e da estabilidade do euro, numa época em que tarda o fim da recessão económica.

O fantasma da recessão europeia e americana, parece ajudar os gregos, pois teme-se que os agentes económico-financeiros se aproveitem desta instabilidade, para usufruir de ganhos especulativos nas bolsas internacionais, acabando assim com uma década de sucesso da moeda única.

É imperativo que se mantenha estabilidade do euro na União Europeia. No mundo globalizado em que vivemos, é bom ter consciência que uma crise financeira rapidamente se propaga ao sector económico (Economia real). A cooperação e a solidariedade são fundamentais para a resolução dos problemas, e não para tomar atitudes que vissem a maximização do “ruído comportamental” dos especuladores e investidores, muitas das vezes responsáveis pelas fugas de capital para zonas do globo mais calmas e atraentes (Offshores).

O recurso ao FMI para ajudar a minorar a comparticipação dos Estados Europeus, no caso das contas públicas gregas, é a constatação de que é imperioso e urgente, criar uma instituição europeia semelhante. Chamemos-lhe, Fundo Monetário Europeu, por exemplo. Uma Europa que pretende ter a ambição de ser uma potência no século XXI, não pode deixar para o FMI, a resolução dos seus problemas financeiros e monetários. Acredito piamente, que com o evoluir dos tempos, a construção da Europa será realizada com os desafios nascidos do dia-a-dia e sensatamente resolvidos ao mesmo ritmo, neste mundo cada vez mais integrado.