


Acredito que a língua portuguesa sempre foi uma das “armas” mais eficazes no bom e desejável relacionamento entre Portugal e Angola. É um crédito que ainda hoje, Portugal não pode hipotecar, de todo.
Em ambiente de guerra fria, os EUA procuraram chamar a si as riquezas naturais angolanas, apoiando a UNITA enquanto que a URSS colaborava com o MPLA com o mesmo objectivo. Nem sempre essas influências foram boas para o povo angolano. A guerra civil entre a UNITA e o MPLA, foi disso exemplo.
Presentemente, nas elites politicas e empresariais portuguesas e angolanas, o tempo das mazelas, resultantes da guerra colonial e suas consequências, foi-se desvanecendo com os anos, a tal ponto que hoje, existem laços importantes de cooperação em vários domínios da vida económica e politica entre Portugal e Angola, como são, por exemplo, a promoção de investimentos portugueses na banca e na construção civil angolanas. Em contrapartida, os Angolanos negoceiam com os portugueses o seu petróleo e outras riquezas oriundas de Angola.
No mundo globalização e multipolar, a língua portuguesa já não é condição necessária nem suficiente, para continuarmos a ser um parceiro privilegiado na sociedade angolana. É imperioso que em Portugal, haja uma estrutura económica forte, atractiva, produtiva, susceptível de alargar e expandir a nossa influência em Angola e que não nos resignemos com eventuais complexos de pequena dimensão.
A recente polémica dos 104 milhões de euros desaparecidos no Banif, e a apresentação de uma queixa-crime do Estado angolano na Procuradoria Geral da República de Portugal sobre o paradeiro desse dinheiro, poderá resvalar para um crise de consequências inimagináveis e perigosas para o relacionamento que se quer saudável entre os dois Estados. Receio que esta embrulhada, venha a dar origem a mais um episódio caricato da nossa Justiça com implicações negativas ao nível de captação de investimento estrangeiro em Portugal e ao nível da boa vontade de Angola em nos considerar parceiros estratégicos.
Entretanto, os nossos concorrentes em Angola, EUA e China, já perceberam onde está a “janela de oportunidade angolana” para continuar a alimentar as suas economias poderosas e atractivas.
Presentemente, nas elites politicas e empresariais portuguesas e angolanas, o tempo das mazelas, resultantes da guerra colonial e suas consequências, foi-se desvanecendo com os anos, a tal ponto que hoje, existem laços importantes de cooperação em vários domínios da vida económica e politica entre Portugal e Angola, como são, por exemplo, a promoção de investimentos portugueses na banca e na construção civil angolanas. Em contrapartida, os Angolanos negoceiam com os portugueses o seu petróleo e outras riquezas oriundas de Angola.
No mundo globalização e multipolar, a língua portuguesa já não é condição necessária nem suficiente, para continuarmos a ser um parceiro privilegiado na sociedade angolana. É imperioso que em Portugal, haja uma estrutura económica forte, atractiva, produtiva, susceptível de alargar e expandir a nossa influência em Angola e que não nos resignemos com eventuais complexos de pequena dimensão.
A recente polémica dos 104 milhões de euros desaparecidos no Banif, e a apresentação de uma queixa-crime do Estado angolano na Procuradoria Geral da República de Portugal sobre o paradeiro desse dinheiro, poderá resvalar para um crise de consequências inimagináveis e perigosas para o relacionamento que se quer saudável entre os dois Estados. Receio que esta embrulhada, venha a dar origem a mais um episódio caricato da nossa Justiça com implicações negativas ao nível de captação de investimento estrangeiro em Portugal e ao nível da boa vontade de Angola em nos considerar parceiros estratégicos.
Entretanto, os nossos concorrentes em Angola, EUA e China, já perceberam onde está a “janela de oportunidade angolana” para continuar a alimentar as suas economias poderosas e atractivas.
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