
As más politicas de gestão seguidas pelo clã Bush e as dos gestores “afamados” e “experts” em sectores económico-financeiros, tradicionalmente simbólicos do sucesso do modelo americano de livre concorrência e de auto-regulação dos mercados, enfraqueceram o sistema “imunitário” dos EUA, e contaminaram o resto do mundo. Obama tem o objectivo de investir internamente num sistema de ensino mais abrangente e mais democrático, num sistema de saúde que seja mais humano e que não privilegie somente quem tem seguros de saúde ou mais posses, reduzir a dependência do petróleo criando alternativas energéticas e em desenvolver novas tecnologias em vários domínios da vida americana. Barack Obama comprometeu-se, em regular, urgentemente, o sistema económico-financeiro americano e mundial conforme o que ficou determinado na cimeira de Londres (G20). A crescente redução de intervenção militar nalguns pontos do globo revela a necessidade de adoptar soluções menos onerosas como acontece com as vias diplomáticas e de influência local. Feito o “diagnóstico clínico”, a presidência de Barack Obama, procura conter esta “infecção” antes que esta se transforme numa “gangrena” mortífera. A economia dos EUA, cada vez mais dependente de credores internacionais (Ex: China), encontra-se completamente “endividada” e a viver acima das suas possibilidades reais. A não adopção de politicas correctas poderá implicar uma quebra de credibilidade do dólar como moeda internacional e como consequência, a perda de hegemonia no poder americano do sistema financeiro mundial. E é este sinal de oportunidade que permite aos países emergentes do BIRC (Brasil, Índia, Rússia e China) pensar em criar uma moeda própria como ferramenta monetária na concretização das suas trocas internacionais. O nascimento de novos centros de poder irá criar forçosamente soluções diplomáticas assentes em acordos num mundo multipolar. E a União Europeia? Haverá vontade europeia em se emancipar dos EUA? Quando deixaremos de andar a reboque constante dos americanos? É que os americanos estão a perder influência e a UE irá ter a concorrência do grupo BIRC!
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