
O discurso do Presidente dos EUA, Barack Obama, na Universidade do Cairo, no dia 4 de Junho de 2009, já começou a ter consequências práticas na República Islâmica do Irão. Obama teve a coragem que só os grandes políticos podem ter. O seu objectivo era o de colocar em cima da mesa, a sua vontade de negociar com o Irão, de espírito aberto, e sem pré-condições, todos os aspectos comuns e de interesse para ambos os países no actual mundo globalizado, sem enfatizar as diferenças constantemente alimentadas por décadas de intolerância. Obama desafia, assim o mundo islâmico ao “chutar a bola para o campo” dos representantes políticos iranianos, na altura representados pelo Presidente Mahmud Ahmadinejad. Desta forma inteligente, Obama recusa ser o “bode expiatório” dos constantes falhanços deste regime político que provêm desde a época da “eliminação” politica do Xá da Pérsia. A política nuclear promovida pelo Presidente Ahmadinejad, não é assim tão pacífica para muitos iranianos. Existe de facto, uma crescente surpresa no resto do mundo, pela atitude dos que protestam contra a “democraticidade” das eleições do dia 12 de Junho e da respectiva contagem dos votos. Uma coisa é certa, existe bloqueio e censura informativa, gerada por um conjunto de entidades políticas e militares, e que são próprias de quem não tem confiança a 100% em dar a conhecer o que se passa nas ruas de Teerão (Mortes, chacinas, etc.).
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