segunda-feira, 29 de junho de 2009

AUTOEUROPA ' versus ' CGTP (*)




Só nos faltava ter mais uma “pedra no sapato” do contribuinte, em vésperas de eleições legislativas, e agora protoganizada pelo Sr. Carvalho da Silva, representante máximo da CGTP. No actual contexto de crise mundial e de quebra generalizada do consumo, do investimento e da produção, ainda existem “cromos” do “passado” que defendem certas regalias e benesses próprias de tempos que já não existem.Paises onde o investimento externo é acarinhado, tendo em conta a sua rarefação, degladiar-se-iam ao estilo de “pão para a boca” para captar entidades geradoras de riqueza num espaço cada vez mais concorrido internacionalmente.O Sr. Carvalho da Silva, ao influenciar a lucidez tida até ao dia de hoje pelos trabalhadores da multinacional alemã, arrisca o futuro da AUTOEUROPA, desconhece uma regra básica das economias contemporâneas e sobre a qual se sabe que produzir e vender, depende da procura dirigida às empresas e não somente por fazer uma análise aos custos parcelares entre os quais a mão-de-obra. A intransigência de alguns trabalhadores que “arrastam” outros colegas com opinião contrária, e sob a voz de “comando” do sindicato CGTP e seus sindicalistas, comportam-se com uma total irresponsabilidade e possivelmente, com consequências “trágicas” para o tecido económico empresarial expresso por mais subsidios de desemprego. Até quando?O “cartão de visita” que Portugal oferece ao investimento directo estrangeiro, nos actuais tempos, não constitui, de facto, um terreno fecundo de oportunidades: Justiça inoperante, Saúde para alguns, Conflitos sociais crescentes, Desemprego, Insegurança, Burocracia, etc. Será que os interessados não chegarão a perceber que empresas como a AUTOEUROPA, tendem a procurar outros Estados mais responsáveis, uma vez que a tendência actual é a previsivel fusão de marcas de automóveis (Por ex.: Fiat e Chrysler)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

IRÃO DIVIDIDO (*)


O discurso do Presidente dos EUA, Barack Obama, na Universidade do Cairo, no dia 4 de Junho de 2009, já começou a ter consequências práticas na República Islâmica do Irão. Obama teve a coragem que só os grandes políticos podem ter. O seu objectivo era o de colocar em cima da mesa, a sua vontade de negociar com o Irão, de espírito aberto, e sem pré-condições, todos os aspectos comuns e de interesse para ambos os países no actual mundo globalizado, sem enfatizar as diferenças constantemente alimentadas por décadas de intolerância. Obama desafia, assim o mundo islâmico ao “chutar a bola para o campo” dos representantes políticos iranianos, na altura representados pelo Presidente Mahmud Ahmadinejad. Desta forma inteligente, Obama recusa ser o “bode expiatório” dos constantes falhanços deste regime político que provêm desde a época da “eliminação” politica do Xá da Pérsia. A política nuclear promovida pelo Presidente Ahmadinejad, não é assim tão pacífica para muitos iranianos. Existe de facto, uma crescente surpresa no resto do mundo, pela atitude dos que protestam contra a “democraticidade” das eleições do dia 12 de Junho e da respectiva contagem dos votos. Uma coisa é certa, existe bloqueio e censura informativa, gerada por um conjunto de entidades políticas e militares, e que são próprias de quem não tem confiança a 100% em dar a conhecer o que se passa nas ruas de Teerão (Mortes, chacinas, etc.).

quinta-feira, 4 de junho de 2009

OS NOVOS CENTROS DE PODER MUNDIAL (*)



As más politicas de gestão seguidas pelo clã Bush e as dos gestores “afamados” e “experts” em sectores económico-financeiros, tradicionalmente simbólicos do sucesso do modelo americano de livre concorrência e de auto-regulação dos mercados, enfraqueceram o sistema “imunitário” dos EUA, e contaminaram o resto do mundo. Obama tem o objectivo de investir internamente num sistema de ensino mais abrangente e mais democrático, num sistema de saúde que seja mais humano e que não privilegie somente quem tem seguros de saúde ou mais posses, reduzir a dependência do petróleo criando alternativas energéticas e em desenvolver novas tecnologias em vários domínios da vida americana. Barack Obama comprometeu-se, em regular, urgentemente, o sistema económico-financeiro americano e mundial conforme o que ficou determinado na cimeira de Londres (G20). A crescente redução de intervenção militar nalguns pontos do globo revela a necessidade de adoptar soluções menos onerosas como acontece com as vias diplomáticas e de influência local. Feito o “diagnóstico clínico”, a presidência de Barack Obama, procura conter esta “infecção” antes que esta se transforme numa “gangrena” mortífera. A economia dos EUA, cada vez mais dependente de credores internacionais (Ex: China), encontra-se completamente “endividada” e a viver acima das suas possibilidades reais. A não adopção de politicas correctas poderá implicar uma quebra de credibilidade do dólar como moeda internacional e como consequência, a perda de hegemonia no poder americano do sistema financeiro mundial. E é este sinal de oportunidade que permite aos países emergentes do BIRC (Brasil, Índia, Rússia e China) pensar em criar uma moeda própria como ferramenta monetária na concretização das suas trocas internacionais. O nascimento de novos centros de poder irá criar forçosamente soluções diplomáticas assentes em acordos num mundo multipolar. E a União Europeia? Haverá vontade europeia em se emancipar dos EUA? Quando deixaremos de andar a reboque constante dos americanos? É que os americanos estão a perder influência e a UE irá ter a concorrência do grupo BIRC!