sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O PROBLEMA DOS EUA (*)




Depois do novo Presidente dos EUA, Barack Obama, ter tomado posse e de beneficiar de um estado de graça próprio daqueles que surgem num contexto histórico de crise, como salvadores da pátria em primeiro lugar e do resto do mundo em segundo, no que diz respeito ao actual ambiente politico americano, convêm dizer o seguinte: Os americanos, na voz do primeiro Presidente Afro-Americano, defendem uma nova era de politica interna e externa radicalmente diferente daquela que o “mal-amado”, Sr. George W. Bush adoptou e que tantos problemas criaram aos EUA e ao mundo.

Os Slogan “We Can Change” não são totalmente inocentes no novo clima político mundial, ou seja, o facto da Economia Americana ter implodido devido à crença cega nos princípios correctores do mercado livre, baseados nos interesses “egoístas” dos vários agentes económicos e financeiros ajudados pela ausência de uma regulação forte e eficaz, cuja realidade actual somente é possível de existir num sistema económico de capitalismo selvagem, são factores que preocupam todos os países que enfrentam o “tsunami laboral” globalizado.

A atitude americana de acenar a “bandeira branca” como símbolo de reconciliação com os seus países críticos, alguns do “eixo do mal”, revela a incapacidade que os EUA têm em recriar o seu tecido económico interno/externo e ao mesmo tempo manter o esforço de guerra onde os EUA têm interesses a defender. Daqui se pode inferir que não pode haver potência militar se não houver um suporte gerador de riqueza, o que com o actual nível de desempregados no mundo americano não é comportável.

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