
Na última cimeira do G20 realizada em Londres, as mais altas individualidades políticas, procuraram transmitir ao mundo a ideia de que o sistema financeiro mundial jamais seria “governado” por gestores irresponsáveis, sem ética empresarial, social e até politica, o que originou uma descompressão nos mercados mundiais, a par também de um renascer de confiança dos agentes económicos. Apoiar-se-ia, assim, o “capitalismo regulado” com ética e transparência em detrimento de um monstro devorador de inúmeras empresas, famílias e até de países inteiros, feito nascer pelo “capitalismo selvagem”. Os actuais políticos portugueses contradizem-se quando assumem a sua concordância com princípios subjacentes à cimeira de Londres. Ou seja, vejamos um exemplo: Em tempos difíceis e com as eleições europeias à porta, os partidos políticos portugueses vão duplicar os seus gastos de propaganda de 4 milhões de euros em 2004 para valores exorbitantes de mais de 8 milhões de euros em 2009, tendo em conta o padrão médio da qualidade de vida dos eleitores... e num ambiente de crise... A nova alteração da Lei de Financiamento dos Partidos e das Campanhas Eleitorais permite que os partidos possam ser “patrocinados” em dinheiro vivo que como todos sabem, além de esconder a identidade de quem os “ajuda”, aumenta a dificuldade de descortinar as eventuais contrapartidas desse apoio… Será este novo fenómeno um novo grau de transparência e de ética? …Será esta realidade compatível com os objectivos da cimeira?... Poderão os partidos políticos aguentar a pressão de entidades de índole duvidosa?.... Fecham-se as portas aos “offshores” e “paraísos fiscais”… abrem-se janelas de oportunidade de "investimento privado" em partidos políticos.
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