sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O PROBLEMA DOS EUA (*)




Depois do novo Presidente dos EUA, Barack Obama, ter tomado posse e de beneficiar de um estado de graça próprio daqueles que surgem num contexto histórico de crise, como salvadores da pátria em primeiro lugar e do resto do mundo em segundo, no que diz respeito ao actual ambiente politico americano, convêm dizer o seguinte: Os americanos, na voz do primeiro Presidente Afro-Americano, defendem uma nova era de politica interna e externa radicalmente diferente daquela que o “mal-amado”, Sr. George W. Bush adoptou e que tantos problemas criaram aos EUA e ao mundo.

Os Slogan “We Can Change” não são totalmente inocentes no novo clima político mundial, ou seja, o facto da Economia Americana ter implodido devido à crença cega nos princípios correctores do mercado livre, baseados nos interesses “egoístas” dos vários agentes económicos e financeiros ajudados pela ausência de uma regulação forte e eficaz, cuja realidade actual somente é possível de existir num sistema económico de capitalismo selvagem, são factores que preocupam todos os países que enfrentam o “tsunami laboral” globalizado.

A atitude americana de acenar a “bandeira branca” como símbolo de reconciliação com os seus países críticos, alguns do “eixo do mal”, revela a incapacidade que os EUA têm em recriar o seu tecido económico interno/externo e ao mesmo tempo manter o esforço de guerra onde os EUA têm interesses a defender. Daqui se pode inferir que não pode haver potência militar se não houver um suporte gerador de riqueza, o que com o actual nível de desempregados no mundo americano não é comportável.

sábado, 17 de janeiro de 2009

ZÉ POVINHO E O FIM DA LOIÇA DAS CALDAS







A personalidade do português comum ou do povo, como tão bem foi caracterizada por um dos maiores artistas portugueses do século XIX – Rafael Bordalo Pinheiro – na figura do “Zé Povinho”, faz-me pensar como é que esta figura, ainda se mantêm tão actual.
Infelizmente, o nosso “Zé” tem engolido toda a propaganda da classe politica sem que se vislumbre qualquer oposição firme deste face ao declino exponencial dos padrões de vida no nosso país “à beira mar plantado”.
Já no tempo do Rafael Bordalo Pinheiro se “apertava o cinto” e parece-me que esse espírito de sacrifício já está incorporado no ADN do “Zé” de hoje.
Esta minha constatação talvez explique a qualidade medíocre da classe política que nos governa há mais de cem anos.
Como alguém já disse, cada povo tem o que merece. Talvez, por ser um “boneco contestatário”, é que a fábrica nas Caldas da Rainha, que produz estas “obras de arte”, está em riscos de fechar, engordando o caudal de desempregados e deixando de exportar “a nossa cultura” para países que dão mais valor aos portugueses do que todos que têm lugar na Assembleia da República Portuguesa.
É triste que em Portugal, para se poder vingar profissionalmente se tenha que emigrar na maioria das vezes. E é mais triste quando o sucesso internacional de Zé é aproveitado pelos políticos e outros “oportunistas”…