terça-feira, 28 de setembro de 2010

OS POLITICOS PRECISAM DE PORTUGAL




O desaguar de notícias depressivas e que nos perspectivam um futuro nada acolhedor enquanto “Raça Lusitânia”, tem não só iniciado os dias de trabalho de uma cada vez menor população activa portuguesa, como também, transformado em dias tristes e de sofrimento extremo àqueles que engrossam o caudal diário das dramáticas “procissões” à porta dos Centros de Emprego. Enfim, um cenário ao qual o Governo de Sócrates se mostra impotente em resolver e que contribui decididamente para o empobrecimento da alma, da esperança e da auto-estima de quem é colocado fora do processo de criação de riqueza, tão necessária ao crescimento e desenvolvimento de Portugal Sem motivação popular a crise é total. Um povo cabisbaixo será um povo escravizado e por conseguinte, desprotegido na sua cidadania “falsamente democrática e republicana”, por um Estado que começa a não estar ao lado dos cidadãos cumpridores das suas obrigações e que ainda persistem em “não se resignar”, desistindo. Até quando?

A irresponsabilidade politica da grande maioria dos governos portugueses têm tido um comportamento que se resume num conhecido ditado popular “O último que vier, que feche a porta”. Não me lembro, vez alguma, de em Portugal pós 25 de Abril, existir um governo capaz de conceber um plano estratégico definido por objectivos a cumprir com rigor e que permitisse a criação de um ambiente propicio ao nascimento de uma economia fértil, ou seja, capaz de atrair: 1) Bom investimento público - Não permitir a criação de empresas fantasmas para mascarar défices orçamentais; 2) Bom Investimento privado - Apoiado por uma banca mais independente do Estado e parceira de bons projectos de investimento em PME’s viáveis); 3) Maior exigência na educação - É escandaloso que haja alunos de Liceu com acesso privilegiado ao Ensino Superior, pelo simples facto, de ter o “Diploma” das Novas Oportunidades; 4) Justiça célere, mais “justa” e menos corporativa. Reduzir a discriminação que existe entre aquele que tem ou não tem recursos financeiros para a pagar uma justiça parca de eficiência e eficácia; 5) Maior respeito do Estado face às empresas privadas suas credoras, pois já bastam os próximos aumentos de impostos sobre aqueles que arriscam o seu dinheiro em empresas; 6) Maior rigor na admissão de políticos coerentes e com CV não estritamente politico; 7) Redução de deputados na Assembleia da República; 8) Coragem politica em não ceder aos “interesses instalados” de modo a premiar o mérito individual/empresarial e não outras formas rápidas de ascensão de cariz duvidoso, como acontece com a nomeação de "boys" inconsequentes, no momento de os responsabilizar por incompetência no desempenho de funções de gestão danosas para o erário público mas remuneradas principescamente.

Não há mudanças para melhor sem dor... Será que vai valer a pena sofrer por um Portugal melhor? Iremos nós dar a volta a este impasse politico em que vivemos? Se não formos capazes da mudar, resta-me a infeliz satisfação de saber que os nossos responsáveis politicos também irão todos provar o sabor amargo do desemprego no futuro...




quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O ESTADO DROGADO

Nesta semana, o Estado Português voltou a consumir a sua “droga” preferida, ou, por outras palavras, - o crédito -. Obtido, no mercado financeiro internacional, a preços (Spread’s) que roçam a irracionalidade e a insustentabilidade das decisões económicas a médio e longo prazo, O Estado está a dificultar o nosso projecto Portugal, pois esses empréstimos são canalizados para sustentar o nosso perfil de “novos ricos” na zona euro, esquecendo-nos de que esses créditos irão ser pagos pelas gerações presentes e futuras (Os jovens já estão a pagar a factura com o desemprego). Assim, os juros de 5.795% (Níveis históricos), que foram definidos, no dia 7 do corrente, pelos agentes financeiros estrangeiros, que apercebendo-se da fragilidade dos nossos desequilíbrios internos e externos, cederam-nos essa “droga” que nos vai “matando”, paulatinamente, enquanto nação secular, e cuja “ressaca” se está a manifestar pelo nosso empobrecimento económico e social diários a níveis galopantes, destruindo os resistentes lusitanos e todos aqueles que persistem em não “se resignar”…

O sector transaccionável é responsável pela estrutura da Balança Comercial (Exportações e Importações de Bens e Serviços), que se tem mantido estável mas deficitária. Aqui, a falência das PME’s sobrepõe-se ao nascimento de novas empresas, o que é preocupante dado que a maioria das ditas PME’s não consegue nem aumentar a sua produtividade e o acesso ao crédito, nem singrar no resto do mundo globalizado. Contudo, a estrutura da Balança Tecnológica tem sido excedentária desde o ano de 2007, o que me leva a crer que muitos jovens licenciados em áreas de forte componente tecnológica estão a mostrar ao mundo, a qualidade da marca “Made in Portugal”. Desenvolver o sector transaccionável é fundamental, para que o Estado Português tenha possibilidade de recolher receitas fiscais importantes mas sem as “desbaratar” e sem nunca adoptar politicas de apoio “invisível” à iniciativa privada somente para “sacar”.

Por conseguinte, os graves problemas, no que diz respeito ao défice orçamental, a divida pública e divida soberana serão mais facilmente resolvidos se houver um ambiente mais optimista e realista de apoio às PME’s. O actual ambiente empresarial e laboral não se compadece com politicas fiscais mais agressivas…
O peso do sector não transaccionável (Empresas públicas, empresas privadas com “golden shares”, Sector Público Administrativo, etc.), não pode “asfixiar” ou rarefazer o próprio crédito obtido perante as necessidades das empresas privadas descapitalizadas mas com boas ideias de investimento.

O “deixa andar” da politiquice actual, poderá trazer danos irreparáveis e semelhantes àqueles que morreram de “overdose”… Tenho esperança que a minha geração venha dar a volta, àquilo que herdámos das anteriores gerações…