
A gestão em Portugal do binómio “competitividade – produtividade”, não deve ser preocupação somente das empresas privadas e das famílias portuguesas. Cabe ao Estado e aos governos, responsabilizarem-se pelas suas políticas orçamentais e fiscais, de modo que o efeito de “ruído”ou de “poluição económica” seja minimizado e que por essa via, seja possível fortalecer o nosso país nesta guerra económica mundial impiedosa. Cada vez é mais difícil atrair investimento estrangeiro credível enquanto que o investimento “beduíno” alastra pelo mundo ao sabor dos custos de produção mais miseráveis e em que o recurso ao “dumping social” permite uma concorrência desleal em países que se preocupam com a protecção social dos seus trabalhadores. Em Portugal, e no actual contexto de crise económica, a receita fiscal é de tal forma brutal, que a sociedade portuguesa “obriga” os seus cidadãos, honestos e cumpridores, a posicionarem-se “involuntariamente”, no lado dos que se atrasam ou dos que fogem às suas obrigações fiscais para sobreviver com dignidade. Sabendo que mais de 50% do PIB português está nas mãos do Estado e que a divida pública já subiu a fasquia dos 100%, como pensam os governantes financiarem este “buraco negro”? Desta forma, os governos portugueses, em vez de dar lições de gestão aos agentes económicos privados, deviam ver o que andam a fazer àqueles que “sonham” haver uma democracia sadia em Portugal… Cabe às empresas e famílias serem entidades geradoras de riqueza, mas não podemos esconder a responsabilidade do Estado em criar as fundações de um edifício chamado “Justiça, Saúde, Educação, etc.” por forma a criar um bom ambiente económico....

