quinta-feira, 16 de abril de 2009

PREOCUPAÇÃO COM A POLITICA FISCAL (*)


A gestão em Portugal do binómio “competitividade – produtividade”, não deve ser preocupação somente das empresas privadas e das famílias portuguesas. Cabe ao Estado e aos governos, responsabilizarem-se pelas suas políticas orçamentais e fiscais, de modo que o efeito de “ruído”ou de “poluição económica” seja minimizado e que por essa via, seja possível fortalecer o nosso país nesta guerra económica mundial impiedosa. Cada vez é mais difícil atrair investimento estrangeiro credível enquanto que o investimento “beduíno” alastra pelo mundo ao sabor dos custos de produção mais miseráveis e em que o recurso ao “dumping social” permite uma concorrência desleal em países que se preocupam com a protecção social dos seus trabalhadores. Em Portugal, e no actual contexto de crise económica, a receita fiscal é de tal forma brutal, que a sociedade portuguesa “obriga” os seus cidadãos, honestos e cumpridores, a posicionarem-se “involuntariamente”, no lado dos que se atrasam ou dos que fogem às suas obrigações fiscais para sobreviver com dignidade. Sabendo que mais de 50% do PIB português está nas mãos do Estado e que a divida pública já subiu a fasquia dos 100%, como pensam os governantes financiarem este “buraco negro”? Desta forma, os governos portugueses, em vez de dar lições de gestão aos agentes económicos privados, deviam ver o que andam a fazer àqueles que “sonham” haver uma democracia sadia em Portugal… Cabe às empresas e famílias serem entidades geradoras de riqueza, mas não podemos esconder a responsabilidade do Estado em criar as fundações de um edifício chamado “Justiça, Saúde, Educação, etc.” por forma a criar um bom ambiente económico....

terça-feira, 7 de abril de 2009

NOVO MUNDO FINANCEIRO? (*)



A forma como os mercados reagiram aos resultados da cimeira dos G20 em Londres, demonstra que a globalização não é necessariamente algo de perverso. O período da Grande Depressão em 1929 e do qual resultou o proteccionismo, deu origem à atitude “Cada um por si e fé em Deus”… Essa realidade já não exequível num mundo globalizado. A nossa aldeia global, é o resultado da transformação do egoísmo proteccionista, numa realidade onde a cooperação e solidariedade internacionais, são peças fundamentais para que se possa alcançar o objectivo de vivermos num mundo mais equilibrado e sustentável. Felizmente, começa-se a perceber que todos vivemos no mesmo espaço de interesses e por conseguinte, a Humanidade tem de se comprometer e de se responsabilizar por várias dimensões: Económica, Social, Politica, Ambiental, etc. sem esquecer de zelar pelos interesses das gerações vindouras. Daí a necessidade de implementar medidas que visem restabelecer a confiança, o crescimento e o emprego através da regulação e supervisão do sistema financeiro, eliminando os paraísos fiscais “não cooperantes”, sem esquecer a criação de leis que penalizem os prevaricadores das regras do jogo económico e financeiro. Contudo, penso que mesmo com a boa vontade dos actuais lideres mundiais presentes na cimeira, existirão barreiras a derrubar: Num mundo onde o crime organizado tem um peso elevado no PIB mundial na ordem dos 20%, será possível observar os caminhos de fortunas invisíveis provenientes de actividades ilegais e por vezes mafiosas? Será possível detectar as fontes ilegais de capitais e a forma como elas se misturam nas contas bancárias de destino com aparência falsamente justificada? Sabendo que alguns países subscritores do Plano G20, também beneficiam da reconversão dos dinheiros sujos, “Hot Money”, em investimentos indispensáveis ao seus equilíbrios sociais e económicos, através do branqueamento de capitais, qual será o impacto nesses paises "com dupla personalidade"?

domingo, 5 de abril de 2009

A DIVIDA AMERICANA NÃO PÁRA (*)


O impacto negativo das políticas de defesa e segurança adoptadas posteriormente ao fatídico dia de 11 de Setembro de 2001, pela anterior presidência americana de George W. Bush, continua a causar estragos internos nos EUA e nos restantes países aliados do Ocidente. Por conseguinte, acredito que o terrorismo esteja para ficar pois só necessita de “suicidas mal pagos”. E eles existem… A gestão dos recursos económicos foi oferecida de bandeja aos lobbies militares e do petróleo, e à custa também, do “apertar do cinto” dos contribuintes que, presentemente, sustentam a crise financeira com as poupanças que deixaram de ter, graças aos falsos patriotas especuladores que enchiam os seus bolsos bem longe das “zonas de morte”. Estas asneiras políticas contribuíram para que os EUA se tornassem na nação mais endividada do mundo enquanto que a China, sorrateira e crescentemente, vai assumindo a posição de maior credor de uma cada vez maior parcela da economia enfraquecida dos EUA...