quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

COMO MULTINACIONAL (*)




Os EUA funcionam, de facto, como se de uma multinacional se tratasse. O mercado político americano demonstrou a necessidade de mudança e essa mudança teve um vencedor: Barack Obama. A estratégia empresarial proposta pelo Partido Republicano no poder foi vítima de uma OPA hostil pelos accionistas democratas.
Esta multinacional americana tem nos seus órgãos sociais uma estrutura que pode ser decomposta em vários itens: A Administração Obama eleita pelos eleitores americanos, accionistas exigentes, definiu na sua missão nacional, atingir os objectivos chamados: Empregos, Protecção Social, Sistema de Saúde mais democrático, maior transparência no sistema financeiro americano a par do desenvolvimento da sua economia real expresso por avultados financiamentos públicos, e vontade de dialogar pacificamente com o resto do mundo. Mas a actual Administração também precisa da participação do seu concorrente politico chamado Partido Republicano, como aconteceu na votação do plano de recuperação da economia americana de milhões de milhões de dólares, aprovado no Senado Americano com a ajuda dos democratas e espante-se com os votos de três republicanos. É imperativo que haja cooperação entre todos para que o sonho americano ou a figura do self-made-man não se extinga. Obama é de facto um self-made-man que ostenta na lapela do seu casaco uma pequena bandeira americana.
Sentir-me-ia feliz, se no nosso burgo, também, tivéssemos políticos semelhantes, cooperantes na Assembleia da República, dedicados a princípios morais, éticos e com orgulho em ostentar, também, a bandeira nacional na lapela do casaco e não somente quando há jogos de futebol…